LOD? O que é isso?

Ao trabalhar com BIM, se fala muito em LOD.

Mas o que isso significa?

Quais os benefícios do LOD?

Não, isso não tem a ver com os D’s do BIM, para saber mais sobre, leia em BIM do 3d ao 7D

Voltando ao assunto, o LOD (Level of Development) é uma classificação sugerida pelo AIA (Instituto Americano de Arquitetura) para organizar as etapas do desenvolvimento de um empreendimento em BIM. Dessa forma é possível situar que nível de informações é preciso ter em cada etapa e determinar um nível de confiabilidade para esses dados.

O AIA definiu 6 níveis de LOD em um documento chamado “Project Building Information Modeling Protocol” em 2013. Estes 5 níveis de desenvolvimento em BIM são:

  • LOD 100

Equivale a representação gráfica quase sem detalhes ou informações além da forma da construção, detalhes do terreno e outras informações preliminares.

  • LOD 200

Equivale à etapa de anteprojeto, quando ainda se está planejando em termos mais gerais o tamanho, forma , volume e preço, ainda requer aprovação para ser executado.

  • LOD 300

Na etapa do LOD 300, já temos o anteprojeto aprovado, então começa-se a fazer o detalhamento dos projetos executivos, estruturais, arquitetônicos, memórias de cálculo, maquetes e do orçamento, ao fim faz-se a compatibilização de todas essas etapas para garantir que não há erros.

  • LOD 400

Num LOD 400 já estamos trabalhando com planejamento, cronograma físico-financeiro, documentação legal, tudo necessário para a execução.

  • LOD 500

O LOD 500 corresponde à etapa onde os elementos são modelados como montagens construídas para manutenção e operações. Além de real e preciso em tamanho, forma, localização, quantidade e orientação, informações não geométricas são anexadas aos elementos modelados

Graficamente, o LOD vai aumentando conforme vamos acrescentando mais detalhes e avançando a cada etapa do projeto. Conforme podemos ver no exemplo abaixo, as informações mudam de acordo com a etapa em que se trabalha:

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fonte: http://biblus.accasoftware.com/ptb/uma-importante-evolucao-para-o-bim-o-lod-como-level-of-development/

Que tal um exemplo?

  • Um projeto começa com o levantamento de um topógrafo, juntamente com um engenheiro civil e um arquiteto. Juntos, eles trabalham em uma proposta de empreendimento que resulta em um anteprojeto.
  • Depois de aprovado o anteprojeto, são feitas alterações e começam então os outros projetos, como o elétrico, sanitário, preventivo de incêndio, estrutural, memórias de cálculo, etc. Tudo para garantir que os projetos executivos estejam em ordem. Ao final, deve-se compatibilizar tudo para garantir que não há erros.
  • As informações são ainda mais refinadas e o planejamento tem início: são definidos os cronogramas, o orçamento fica mais detalhado, a equipe de execução é definida, as aprovações burocráticas têm início.
  • É preciso ter todo o orçamento detalhado e as autorizações necessárias para realizar a compra dos materiais e então começar a execução do empreendimento.
  • Em todo esse processo, trabalham juntos engenheiros civis, eletricistas, sanitaristas, empreiteiros, instaladoras, arquitetos, topógrafos, orçamentistas, compradores, gestores de obra, entre outros profissionais. O BIM é a melhor forma de reunir e aproveitar as informações de todos estes trabalhos!
  • Se um projeto é feito com alto nível de desenvolvimento num software BIM, é possível, por exemplo, gerar orçamentos automáticos a partir das informações já detalhadas.

A filosofia BIM obriga os profissionais de diferentes áreas a conversar, algo que já deveria ser feito desde o início, mas não ocorria na realidade. Hoje, por exemplo, graças aos avanços da tecnologia, profissionais de várias disciplinas podem trabalhar no mesmo arquivo. Tanto o Autodesk Revit como o ArchiCAD possuem essa função de arquivos colaborativos em rede. Isso, auxilia na melhor coordenação dos envolvidos. Otimiza os projetos evitando erros de informação e retrabalhos. Cada profissional envolvido inicia seu trabalho inserindo informações no arquivo principal, onde todas as informações são reunidas, podendo ser reaproveitadas e melhoradas para a etapa seguinte.

E ae, que tal começar a pensar em LOD ao iniciar seu projeto BIM?

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O que é um Plano de Execução BIM (BEP)?

O que é um Plano de Execução BIM? Para que isso é usado? Qual forma é necessária tanto pré e pós-contrato? Quem é responsável por sua produção? Nós exploramos o BEP e como enfrentar o desafio de atender às Requisições de Informações do Empregador (EIRs).

O sucesso do seu projeto BIM foi reduzido, em grande parte, ao desenvolvimento de um Plano de Execução BIM efetivo.

O desenvolvimento de tal plano, para facilitar o gerenciamento de informações de um projeto BIM, é definido como um ” plano elaborado pelos fornecedores para explicar como os aspectos de modelagem de informações de um projeto serão ser realizado “.

O plano, muitas vezes abreviado como BEP ou BxP, é desenvolvido pré e pós-contrato e é preparado como uma resposta direta aos Requisitos de Informação do Empregador (EIR).

O BEP detalhará os resultados do projeto estipulados pelo contrato e os requisitos de intercâmbio de informações detalhados em um protocolo BIM.

Qual a diferença entre um BEP pré e pós-contrato?

Em fase inicial, antes de um contrato ser acordado, um fornecedor em potencial desenvolverá um BEP com o objetivo de demonstrar sua abordagem, capacidade, capacidade e competência propostas para atender ao EIR em termos gerais.

Uma vez que um contrato foi elaborado, o fornecedor deve enviar um novo Plano de Execução BIM. O foco deste documento pós-contrato é confirmar as capacidades da cadeia de suprimentos. Também é enviado um Plano de entrega de informação mestre (MIDP), que estabelece quando as informações do projeto são preparadas em um projeto, quem é responsável pela preparação da informação e quais protocolos e procedimentos serão usados ​​para desenvolver a informação. A informação é baseada em uma série de Planos individuais de entrega de informações de tarefas (TIDP) que mostram quem é responsável por cada informação entregue.

Quando um contrato nomeou um número de fornecedores, é provável que haja um plano de execução principal do BIM (com responsabilidade pela produção estabelecida nos documentos de compromisso). BEPs subseqüentes de nomeados posteriores devem então encadear com o plano de execução do BIM principal existente.

O que é exigido de um plano de execução BIM pré-contrato?

O Plano de Execução do BIM pré-contrato foi projetado para atender aos Requisitos de Informações do Empregador (EIR). O EIR estabelece as informações exigidas por um empregador em pontos de um projeto onde as decisões-chave precisam ser feitas. Os suplementos EIR (mas é distinto do) são breves do projeto. Enquanto o documento do projeto define a natureza do bem construído que está sendo adquirido, o EIR define a informação sobre o bem construído que o empregador deseja obter. O objetivo é garantir que o projeto seja desenvolvido de acordo com as necessidades do empregador e o empregador é capaz de operar o desenvolvimento completo efetivamente e eficientemente.

O Plano de Execução do BIM pré-contrato deve abordar tudo o que for solicitado no EIR e definir o Plano de Implementação do Projeto (PIP), as metas do projeto para colaboração e modelagem de informações e os principais marcos do projeto e onde eles se encaixam no programa de projeto mais amplo. Também deve indicar como o modelo de informação do projeto será montado e entregue.

O que é exigido de um plano de execução BIM pós-contrato?

Uma vez que um contrato foi elaborado, o contratante deve definir de forma abrangente como serão fornecidas as informações solicitadas nos Requisitos de Informação do Empregador. O documento pós-contrato exigirá, portanto, muito mais esforço do projetista principal agora designado.

O BEP deve listar os objetivos acordados para a entrega, expiração, reutilização e entrega final aos clientes. Ele também listará todos os elementos acordados, o resumo e os documentos do contrato.

Quais aspectos devem ser abordados?

Há muito a considerar quando se trata de determinar como a informação é gerenciada, planejada e documentada, quais métodos e procedimentos padrão serão usados ​​para entregar a informação.

O BEP deve incluir funções e responsabilidades acordadas (e autoridades relevantes e processos de aprovação), uma estratégia para os principais produtos e quais as informações existentes, e um guia para os principais marcos do projeto e onde estes se encaixam no programa mais amplo.

A logística de processos colaborativos (incluindo modelagem) deve ser estabelecida com responsabilidades claras. Um Plano de Implementação de Projeto revisado (PIP) e um Plano de Entrega de Informações de Tarefas (TIDP) – mostrando responsabilidade pela entrega das informações de cada fornecedor – e Plano de entrega de informações mestre (MIDP) – especificando quando as informações do projeto devem ser preparadas (por quem e usando quais protocolos e procedimentos) também serão necessários.

O BEP também deve detalhar o procedimento de trabalho. Como os volumes do BIM serão gerenciados e mantidos? Quais as convenções de nome de arquivo serão adotadas? O que as tolerâncias de construção definem e quais dados de atributos são necessários? Uma abordagem comum para anotação, abreviaturas e símbolos também será necessária para evitar ambiguidades potenciais. Você também precisará determinar qual software será usado, quais formatos de dados serão usados ​​para troca e quais outros sistemas de gerenciamento de dados são implementados.

Autor: Richard McPartland
Fonte: https://www.thenbs.com/knowledge/what-is-a-bim-execution-plan-bep

 

GOVERNO FEDERAL CRIA COMITÊ ESTRATÉGICO DE IMPLEMENTAÇÃO DO BIM E REFORÇA DISSEMINAÇÃO DA PLATAFORMA NO BRASIL

Foi criado hoje (6), no âmbito do Governo Federal, o Comitê Estratégico de Implementação do BIM (CE-BIM) que tem como finalidade propor, a estratégia nacional de disseminação do BIM, as suas diretrizes e as prioridades de atuação. O comitê será presidido pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) e se reunirá trimestralmente e em caráter extraordinário, por convocação de seu presidente. “Esse é um passo muito importante, na direção do que já observamos em países desenvolvidos onde o BIM é uma realidade que moderniza a construção civil e melhora a execução de obras públicas”, avalia José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). “É uma plataforma que deve entrar no pacote de reformas do governo. No médio e curto prazo, podemos começar a ter resultados, principalmente no aspecto de transparência”, acrescenta.
O Building Information Modeling (BIM) é considerado uma revolução no setor e sua disseminação, com vistas à democratização do seu uso entre as empresas brasileiras, é ação estratégica da CBIC. A criação do comitê governamental faz parte desse esforço, proposto pela entidade, na expectativa de induzir melhorias na contratação e execução de obras públicas. Nesse primeiro semestre, a CBIC realizou um road show levando o BIM a 10 cidades brasileiras, mostrando seus benefícios. Esse tema também entrou na programação da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade (COMAT) da CBIC durante o 89°Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), realizado em Brasília nos últimos dias de maio.

Veja aqui os detalhes do Diário Oficial de hoje.

Fonte: http://mailchi.mp/cbic.org.br/governo-federal-cria-comit-estratgico-de-implementao-do-bim-e-refora-disseminao-da-plataforma-no-brasil-236641

Três Ferramentas BIM Interessantes para Engenheiros Civis

Civil 3D

Autocad Civil 3D é a principal oferta para engenheiros civis. Ele cobre uma grande variedade de ferramentas para a engenharia civil, que modelam os projetos em um sistema BIM e interpretam em um contexto real.

O que é novo? O segundo pacote de serviços para AutoCAD Civil 3D 2016 já foi lançado. Segundo a Autodesk, ele deve resolver uma boa quantidade de “bugs” de versões anteriores.

Uma dessas atualizações arruma o problema de compatibilidade com o InfraWorks 360. O resto dos “bugs” corrigidos estão listados aqui.

 

Misturando com Project Kameleon

Essa pequena ferramenta é para o engenheiro civil que nunca consegue achar as partes certas de um projeto.

É uma prévia dos laboratórios de tecnologia da Autodesk: um aplicativo pensado como um teste. Se os apps forem bem recebidos, eles podem se tornar disponíveis comercialmente. A tecnologia pode também aparecer dentro de algum produto da Autodesk.

O Project Kameleon contém uma biblioteca de formatos que permite que os usuários escolham a partir de uma variedade de partes usáveis em infraestrutura. Porém, como isso não é suficiente, o app também permite que os usuários criem algumas partes usando o InfraWorks 360 e o AutoCAD Civil 3D. Isso inclui galerias, poços de visita, bocas de lobo etc.

O que é novo? Project Kameleon foi atualizado recentemente com alguns detalhes elegantes. Um deles é a habilidade de projetar tubos de pressão para o AutoCAD Civil 3D, significa que tubos, junções, válvulas e hidrantes podem ser criados para refletir suas pressões.

Outro novo detalhe é que os usuários do InfraWorks podem criar estruturas de pontes, como vigas, pilares e cais.

Assista ao vídeo abaixo para um rápido tour.

Nova Imagem de Bitmap

Project Boulder

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Outro pequeno diamante da Autodesk Labs, o Project Boulder é uma ferramenta “mão na roda” para deixar seus projetos altos e secos.

Ele combina simulações de inundações em 2D, do RiverFlow 2D do Hydronia com o InfraWorks 360 3D da Autodesk para demonstrar como projetos como prédios, pontes e estradas podem sofrer numa inundação. Essas simulações podem rodar diretamente no InfraWorks.

O que é novo? O Project Boulder preview foi recentemente estendido para Junho de 2016, então tem tempo suficiente para você testar.

Assista ao vídeo abaixo para uma rápida demonstração.

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FONTE: INFRABRASIL AUTODESK

Urban Canvas – Uma nova ferramenta para o planejamento das cidades.

Visualização de dados espaciais 3D + Planejamento e Desenho Urbano
O poderoso software de simulação foi criado com o desenvolvimento colaborativo em mente, permitindo aos urbanistas trabalharem em equipe no processo de modelação das cidades. Neste âmbito o programa permite a partilha e tratamento de dados urbanísticos de múltiplas fontes.
O Urban Canvas funciona em integração com soluções Cloud, possuindo igualmente uma vertente desktop, pelo que aproveita as vantagens de ambas as facetas de desenvolvimento de projetos. Permite aos urbanistas editarem os dados do modelo diretamente na Cloud, com feedback visual em tempo real.
A framework de modelação urbana permite a rápida geração de modelos 3D de edifícios, incorporando funções que facilitam a geração automática de zonas metropolitanas com base em tipologias, restrições geométricas e funcionais, bem como em estilos arquitetônicos, entre outros fatores. Possibilita também o estudo de múltiplos cenários para a mesma área e confere uma quarta dimensão nos projetos ao permitir visualizar a evolução no tempo de diferentes propostas.
Visualize dados espaciais em 3D

Transformar rapidamente dados espaciais em visualizações 3D em apenas alguns passos.

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  • Visualize contexto rapidamente com mapas de base incorporados.
  • Importe forma e atribuir dados de arquivos ou a nuvem.
  • Formas da cor com os dados, e criar visualizações 3D em poucos cliques.
Edite dados urbanos na nuvem, de forma colaborativa

Localizar e corrigir erros de dados e melhorar a qualidade rapidamente com feedback visual imediato.2urbancanvas

  • Edite atributos de parcelas individuais e edifícios.  Verificar se há erros por inspeção visual de grandes áreas ou através da aplicação de filtros personalizados.

  • Editer rapidamente muitas parcelas ou edifícios, pintando na visualização em 3D.
  • Colabore. Planejadores urbanos e regionais podem trabalhar juntos no mesmo banco de dados compartilhado para maximizar a qualidade, e reduzir o trabalho. Ativar permissões para controlar o acesso de gravação para diferentes partes dos dados.
  • Represente mudanças em limites de áreas, tais como subdivisões, agregações, ou servidões usando a separação, juntar-se e apagar ferramentas.

Estudar cenários alternativos

Obter uma visão detalhada dos projetos com propostas UrbanCanvas.

  • Criar cenários para estudar propostas alternativas para o mesmo local.
  • Criar várias alternativas de desenvolvimento, alterando os parâmetros de controle, incluindo os regulamentos de altura, atribuições de zoneamento e distâncias de recuo.
  • Visualize propostas ao longo do tempo, utilizando o regulador de tempo.
Projetos de desenvolvimento de pipeline de trilha

Obter uma visão de alto nível de projetos no pipeline de desenvolvimento com projetos de desenvolvimento.

  • Colabore com vários órgãos de planejamento para criar uma lista principal de projetos de desenvolvimento previstos em curso .
  • Veja os projetos de desenvolvimento planejados em sua vizinhança e visualize seus atributos. Integre informações sobre o desenvolvimento em escala regional para decisões de planeamento local.
  • Use projetos de desenvolvimento como insumos para simulações. Incorporá-los como eventos de desenvolvimento programadas para compreender seu impacto.
Rapidamente gerar tipologias e construção de modelos 3D

Poupe tempo com a modelagem baseada na tipologia. Em vez de tediosamente modelar cada edifício, utilize tipologias personalizáveis ​​para  gerar automaticamente modelos 3D que se adaptam às encomendas, pegadas de construção e seus atributos.

  • Atribuir tipologias para locais individuais para ver em pequena escala , ou atribuir uma mistura de tipologias em uma grande área, para uma visão genérica rápida.
  • Crie o seu próprio tipologias, como edifícios pódio, terraço jardins, casas geminadas com telhados de duas águas, prédios de estacionamento, parques e praças, com um editor visual. Sem necessidade de codificação.
  • Use tipologias de desenvolvimento padrão para estudar aglomeração ou adicionar edifícios de assinatura para estudar personagem. Atribuir usos da terra pelo chão para representar desenvolvimentos de uso misto em 3D.
  • Alterar tipologia ou o número de andares de um edifício e ver a mudança imediatamente refletidas no modelo 3D.6a017c3334c51a970b01b7c77d0555970b

Fonte: synthicity

BIM do 3D ao 7D

MODELO COLABORATIVO

3D-BIM, gira em torno de um modelo de dados integrados a partir do qual as várias partes interessadas, tais como arquitetos, engenheiros, construtores, fabricantes e proprietários de projeto podem extrair e gerar pontos de vista e informações de acordo com suas necessidades. Visualizações tridimensionais permite aos participantes ver em tempo real as modificações feitas em uma parte do projeto, serem modificadas automaticamente nas outras partes.O “BIM” 3D ajuda os participantes a gerenciar sua colaboração multidisciplinar de forma mais eficaz na modelagem e análise de problemas espaciais e estruturais complexos. Além disso, cada ponto do modelo virtual possui uma informação parametrizada, de forma, que podemos prever a durabilidade de todos os componentes durante todo o ciclo de vida da edificação.

Benefícios

Melhorou a visualização do projeto, a comunicação da intenção do projeto.

Melhoria da colaboração multidisciplinar.

Redução do retrabalho

AGENDAMENTO

4D-BIM é usado para atividades relacionadas com planejamento local de construção. A quarta dimensão do BIM permite que os participantes para extrair e visualizar o progresso de suas atividades por meio do ciclo de vida do projeto. A utilização da tecnologia 4D-BIM pode resultar em melhor controle sobre a detecção de conflitos ou sobre a complexidade das mudanças que ocorrem durante o curso de um projeto de construção. 4D BIM fornece métodos para gerenciar e visualizar informações de status da construção, alterar impactos, bem como apoiar a comunicação em várias situações, como informar a equipe de construção ou advertência sobre os riscos.

Benefícios
Integração BIM com modelos de simulação 4D CAD trazer benefícios aos participantes em termos de otimização de planejamento.

Construtores e fabricantes podem otimizar as suas atividades de construção e coordenação de equipe.

ESTIMANDO

5D-BIM é usado para a composição de orçamento e análise de custo atividades relacionadas. A quinta dimensão de BIM associado com 3D e 4D (Tempo) permite aos participantes visualizar o andamento de suas atividades e os custos relacionados com o tempo. A utilização da tecnologia 5D-BIM pode resultar em uma maior precisão e previsibilidade de orçamentos, mudanças de escopo do projeto e os materiais, equipamentos ou mudanças de mão de obra. 5D BIM fornece métodos para extrair e analisar os custos, avaliação de cenários e impactos das mudanças.

Benefícios
Integração BIM com modelos de simulação 5D CAD permite o desenvolvimento de construções sustentáveis mais eficiente
s e rentáveis.

SUSTENTABILIDADE

6D-BIM, ajuda a realizar análises de energia consumo. A utilização da tecnologia 6D-BIM pode resultar em estimativas de energia mais completas e precisas no início do processo de projeto. Também, permite a medição e verificação durante a construção e melhores processos de escolha de instalações de alto desempenho. É nesta etapa que podemos associar o BIM com o Green Building, chamado por alguns autores de Green BIM. Dessa forma, é fácil ver que os dois conceitos conversam entre sim.

Benefícios
Integração BIM com modelos de simulação 6D leva a uma redução global no consumo de energia.

MANUTENÇÃO

7D-BIM é utilizado pelos gestores na operação e manutenção das instalações durante todo o seu ciclo de vida. A sétima dimensão do BIM permite que os participantes para extrair e rastrear dados de ativos relevantes, tais como status do componente, especificações, manutenção / manuais de operação, datas de garantia etc. A utilização da tecnologia 7D-BIM pode resultar em mais fácil e rápida substituição de peças, cumprindo e otimizado uma gestão racionalizada ciclo de vida de ativos ao longo do tempo. 7D BIM proporciona processos para o gerenciamento de subcontratante / fornecedor, facilitando a manutenção durante todo o ciclo de vida da construção. Nesta etapa, ainda não muito usada no Brasil, é que se enquadra nova norma de desempenho para edificações, a NBR 15575.

Benefícios
Integração BIM com modelos de simulação 7D CAD otimiza gestão de ativos desde a concepção à demolição.

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Primeira norma de BIM no Brasil

Está em consulta nacional até o dia 18 de novembro a sétima parte da NBR 15965-7 – Sistema de Classificação da Informação da Construção: Informação da Construção, a primeira norma sobre o Building Information Modeling (BIM) desenvolvida no Brasil.

A nova normativa da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabelece, por meio de 13 tabelas, termos padronizados e codificados para serem utilizados em projetos e estudos de viabilidade de uma construção, de modo que o uso do BIM seja feito de maneira confiável e sem perda de informações entre as diversas fases de planejamento e execução. O Sistema de Classificação das Informações pode ser usado por toda a indústria da construção civil, seja para o segmento de edificações ou para a infraestrutura e o setor industrial.

O objetivo da norma, de acordo com o coordenador da Comissão de Estudo Especial (CEE) 134 de Modelagem de Informação da Construção da ABNT, Wilton Catelani, é garantir que um usuário envolvido numa fase inicial de um empreendimento, ao utilizar os termos com a padronização estabelecida pela norma, passe informações perfeitamente entendíveis aos usuários envolvidos nas fases posteriores.

O conteúdo total da normativa foi planejado para ser desenvolvido e publicado em sete partes. As partes 1, 2 e 3 já foram publicadas e correspondem, respectivamente, aos conteúdos: ABNT NBR 15965-1:2011 – Classificação e Terminologia, que explica como o conteúdo foi planejado, inclusive a divisão da norma em sete partes; ABNT NBR 15965-2:2012 – Características dos Objetos; e ABNT NBR 15965-3:2014 – Processos da Construção Civil.

Ainda segundo Catelani, os impactos causados pela norma na construção civil incluirão, além da facilidade nos processos de planejamento de obras, a confiabilidade, a integridade e a continuidade das informações obtidas em diferentes fases do projeto, utilizadas por grupos de usuários distintos.

Parte das tabelas componentes da normativa já foi utilizada em projetos da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI), que envolvem ainda a utilização de sistemas como SAP, Autodesk (Revit, Vault, BIM 360 Field), Oracle (Primavera e Hard Dollar) e Microsoft (Sharepoint) e prevê, inclusive, a utilização de tablets nas obras, para controlar a qualidade de serviços executados e fazer o gerenciamento de serviços subempreitados. As tabelas da ABNT foram utilizadas tanto na codificação dos componentes utilizados pela empresa em diversas das suas áreas (orçamento, planejamento, compras), como no desenvolvimento das Estruturas Analíticas de Projetos, que estruturam e embasam seus principais processos.

Clique aqui para acessar o projeto da norma e enviar sugestões à ABNT.

Fonte: Construnormas

Este post foi uma sugestão de Marcélio Farias.

Modelagem 3D para pré-fabricados

Desde que desembarcou no Brasil, o Building Information Modeling (BIM) vem conquistando espaço principalmente por facilitar a compatibilização de projetos e a gestão da obra nos canteiros. Por razões naturais, arquitetura e projeto de estruturas foram as disciplinas que primeiro avançaram na utilização do modelo 3D. Na esteira desse desenvolvimento, começaram a ser desenvolvidos projetos com sistemas construtivos industrializados, em especial com vigas, lajes e painéis de concreto pré-fabricados.

O que motiva tais iniciativas é, principalmente, a busca por produtividade e confiabilidade. Por ser uma ferramenta multidisciplinar na qual o projeto pode ser compartilhado por projetistas de várias disciplinas, o BIM evita interferências e possibilita uma visualização mais clara dos conflitos em regiões críticas do detalhamento. Além disso, por ser parametrizada, permite que, em caso de correções, os detalhes de pontos em comuns sejam atualizados simultaneamente. Estudos realizados nos Estados Unidos e citados na tese de mestrado da engenheira Luciana El Debs, defendida no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), mostram que a modelagem em BIM chega a ser 58% mais produtiva do que o processo tradicional em 2D.

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Verificações ampliadas
A adoção de elementos pré-fabricados em uma obra requer projetos de estrutura e de arquitetura compatibilizados e com alto controle de execução para garantir que todos os sistemas possam ser executados com precisão. Nesse tipo de obra industrializada, qualquer desvio pode levar a perdas significativas de material e a retrabalhos. ‘Introduzir o BIM faz todo o sentido, já que permite verificar as interfaces entre os sistemas construtivos, solucionar os conflitos e garantir um projeto de alta qualidade para execução. Além disso, é possível enviar as informações do modelo 3D diretamente para máquinas CNC que irão produzir os elementos pré-fabricados’, acrescenta Joyce Delatorre, coordenadora do Núcleo BIM da Método Engenharia.

Fonte: Revista Téchne

Como anda o BIM nas incorporadoras

Desde que começaram a testar o uso da plataforma BIM no desenvolvimento de seus projetos, as incorporadoras brasileiras se depararam com desafios e oportunidades. Conheça algumas experiências a seguir.

Há cerca de quatro anos, as grandes construtoras e incorporadoras brasileiras iniciaram, quase que simultaneamente, uma série de projetos-piloto que visavam a avaliar a pertinência da utilização da plataforma Building Information Modeling (BIM), de modelagem 3D. A motivação estava na possibilidade de elevar a produtividade, reduzir perdas, abreviar prazos, melhorar a assertividade dos orçamentos e a qualidade do produto imobiliário. Aliado a isso, outros impulsos ampliaram o interesse das empresas em testar esse sistema de uso mais consolidado nos Estados Unidos e na Europa. Projetos que vêm do exterior para implantação no Brasil, muitas vezes, já requisitam a modelagem 3D. por conta da facilidade gerada na fase de manutenção, alguns empreendimentos governamentais e privados já exigem a entrega em BIM, como é o caso da Petrobras e de outros contratantes que ficam com a gestão da operação e das facilities sob seu comando. “por fim, já há um número razoável de projetistas das principais disciplinas, sobretudo arquitetura e estrutura, que oferecem seus projetos modelados”, destaca o diretor da Sinco Engenharia, Fernando Augusto Correa da Silva.

Desde então, essas empresas vêm enfrentando uma série de desafios, ao mesmo tempo em que conquistam alguns avanços. “Apesar de crescente, a demanda pelo BIM ainda é pequena, o que acaba dificultando sua implementação, principalmente diante da necessidade de enfrentar questões emergenciais do dia a dia, como o atendimento a prazos, custos e qualidade das obras”, revela Fávio Villas Boas, diretor técnico da Tecnisa.

“Como o BIM é um processo que gera uma implantação paralela aos procedimentos diários das empresas, a evolução que temos visto é resultante da própria maturação de sua utilização”, avalia Silva, que trabalha com o BIM em sua empresa desde 2010. “Os clash detections (apuração de falhas de projetos), a retirada de quantidades e a pré-execução são alguns dos instrumentos que passaram a ficar disponíveis e que antes não existiam. O melhor entendimento e a prática operacional dos softwares escolhidos também ajudaram nessa evolução”, complementa Silva.

A negociação com projetistas para convencê-los de que vale a pena adotar a nova ferramenta, a falta de padronização de componentes e a necessidade de maior interação entre os participantes do projeto são algumas dificuldades comuns enfrentadas pelas empresas que vêm testando o BIM nos últimos anos. “A principal dificuldade não está na tecnologia, e sim no processo e na cultura de mercado”, acredita Paulo Sérgio Oliveira, diretor de engenharia da JHSF. Segundo ele, para se ter sucesso com o uso do BIM nas atividades de engenharia, projeto, construção e incorporação, é preciso gerar resultados ao mesmo tempo em que os novos processos são construídos. “É necessário ter uma cultura para a inovação: aceitar riscos e ter tolerância com a experimentação, adequar-se constantemente às demandas do mercado e às novas tecnologias, lidar diariamente com o industrializado versus o convencional, criar alianças estratégicas com projetistas e fornecedores e abordar, de forma sistêmica e integrada, as disciplinas de um empreendimento”, detalha Oliveira.

“As empresas precisam entender como o BIM vai agregar valor a elas. É importante ter objetivos claros e estabelecer as prioridades a serem atingidas. Também é fundamental que os investidores, incorporadores e construtores enxerguem valor e sejam os propulsores do mercado para o uso mais amplo do BIM”, acrescenta João Paulo Bueno Sanches, gerente técnico da Gafisa.

Independentemente do estágio de utilização do BIM, nenhuma das fontes entrevistadas por Construção Mercado duvida que a tendência seja de ampliação do uso do BIM nos próximos anos. “O armazenamento em nuvem, a mobilidade dos hardwares, o desenvolvimento e a integração de novos softwares, a instrumentação das obras na execução e no pós-ocupação são tendências que impulsionarão a disseminação do BIM”, aposta Silva.

Outra tendência que pode se consolidar em um futuro mais imediato é a adoção de uma solução híbrida, que utilize a modelagem em BIM nas partes mais críticas do projeto, mantendo o 2D nas partes mais simples. “Isso acontece nos Estados Unidos, onde o BIM muitas vezes não é usado para o edifício todo, mas apenas onde ele agrega calor e tem vantagem competitiva”, comenta Fábio Villas Bõas, da Tecnisa.

Fonte: Engworks

Primeiros passos BIM

Mudar para o BIM pode parecer uma tarefa assustadora. Este guia fornece uma estrutura simples que o ajudará a começar a colocar o BIM em prática na sua empresa.

A implantação bem sucedida do BIM requer um cuidado e uma abordagem estruturada, levando em consideração os vários componentes integrados nos negócios de uma empresa, começando com a visão e a liderança e estendendo para indivíduos que irão aplicar o BIM na execução diária de seus projetos. Os projetos piloto são componentes de um plano de implantação BIM bem elaborado. Este Guia esboça uma estrutura para auxiliar as empresas no planejamento para a implantação de projetos piloto BIM, e funciona como uma introdução para ser utilizada em conjunto com o Manual de Implantação do Piloto BIM.

O que é o BIM?

A Modelagem de Informação da Construção (BIM) é um processo que começa com a criação de um modelo de projeto inteligente em 3D e utiliza o modelo para facilitar a coordenação, a simulação e a visualização, assim como ajuda os proprietários e fornecedores de serviços a aprimorar o modo como as construções e infraestruturas são planejadas, projetadas, construídas e gerenciadas. O BIM pode aliviar muitos dos desafios empresariais com os quais arquitetos, engenheiros, profissionais da construção e proprietários se deparam, fornecendo melhores percepções antes do projeto e da construção e ajudando-os a tomar decisões fundamentadas. Em um projeto que aproveita as vantagens do BIM, as informações são coordenadas e consistentes, sendo eficiente em todo o ciclo de vida. O BIM também aprimora o planejamento, a previsão de custos e o controle do projeto—tornando a comunicação e a colaboração mais fáceis para as equipes.Inevitavelmente, a implantação do BIM
impactará no seu negócio e seus processos, assim como seu conjunto de ferramentas de tecnologia. Em relação a mudança para o BIM, você deve estar ciente de como os negócios, os processos e a tecnologia de sua empresa podem mudar, para que você possa posicionar melhor sua empresa e colher os benefícios do BIM futuramente.bim1

Uma estrutura para implantação do projeto piloto BIM

A implantação do BIM deve ser suportada pela empresa como um todo. Não pode ser uma iniciativa do departamento de TI ou de Pesquisa e Desenvolvimento, ou feita unicamente no nível de projeto ou disciplinar.

Entretanto, essas mesmas equipes – quando respaldadas por equipes líderes da empresa e suportadas por especialistas que possuem conhecimentos técnicos na implantação do BIM – podem iniciar a adoção do BIM com projetos pilotos, mensurar seus resultados e alcançar benefícios que mais tarde podem ser aproveitados em toda a empresa. Não importa o tamanho de seu projeto, se possui uma ou várias disciplinas. Existe um fluxo de trabalho de implantação do BIM com o qual você pode se beneficiar.

A estrutura de implantação apresentada é baseada em uma transformação organizacional iniciada com a visão e o patrocínio executivo, e é conduzida por um líder e sua força de trabalho no projeto da organização. A estrutura está dividida em três estratégias essenciais, cada uma integrada para a execução das outras:

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Visão BIM

É essencial, para o sucesso da implantação BIM, uma visão sucinta e bem articulada das lideranças executivas que a adoção do processo BIM irá alcançar para a empresa, assim como quais são os principais elementos da transformação e o que essa evolução irá mostrar em vários estágios. Isso não é apenas um ponto de vista, é uma narrativa de onde o BIM levará a empresa.

Utilize referências publicadas e guias para a implantação dos padrões e melhores práticas do BIM, tais como:

EUA

U.S National BIM Standard

Guia e Modelo do Planejamento da Execução do Projeto BIM da Universidade do Estado da Pensilvânia

NYC – Diretrizes DDC BIM

EMEA

Reino Unido – BSi Standard Framework and Guide to

BS1192 – Estrutura e Guia Padrão BSi para BS1192

Países Baixos – Rgd BIM

Finlândia – Building Smart

APAC

Cingapura – BIM Guide Version 2

Ou o Manual de Implantação do Piloto BIM da Autodesk, um bom ponto de partida. Porém, não há um mapa estabelecido que vá se ajustar à situação de cada empresa. Para ter uma implantação do BIM com sucesso, as empresas precisam de uma estratégia que aponte suas necessidades específicas e valores para o negócio. Uma conexão com um consultor de confiança que possa oferecer orientações sobre como melhor definir e executar a visão pode ser essencial para o sucesso de um piloto BIM.

Para realmente aproveitar as vantagens do BIM, a liderança executiva deve ser capaz de posicionar o BIM de acordo com os objetivos globais estratégicos de toda a organização.

Estas são algumas das considerações para a criação de uma visão efetiva do BIM: Seja inspirador e ambicioso A visão deve ser de longo alcance e ambiciosa o suficiente para unir os vários elementos da empresa. Um piloto BIM colocado como um exercício de implementação da tecnologia não fornece o momento necessário para manter o progresso. Eduque A liderança executiva pode precisar de instruções sobre o BIM e de considerações sobre seus impactos na configuração das estratégias corporativas. Uma boa maneira de começar é estabelecendo um relacionamento com um consultor de confiança, que tenha obtido sucesso na implantação do piloto BIM. Defina os cinco pontos principais O “quem”, “o quê”, “onde”, “quando” e “por que” transmitirá a cada parte da organização os detalhes completos da visão BIM, caso necessário. Algumas das perguntas serão contrariadas e podem precisar de liderança executiva para assumir riscos. Defina metas de realizações Começos bem sucedidos e a criação de metas ajudam a empresa a superar a improdutividade inicial e perceber aquilo que pode parecer como uma tarefa monumental. Cumprir metas também ajuda a criar “conquistas” de curto prazo que podem gerar energia e conduzir o momento do esforço em direção ao resultado idealizado.

Liderança BIM

A equipe de liderança deve assegurar que a visão do BIM é traduzida em táticas acionáveis, para produzir os resultados e o desempenho desejados em conformidade com os objetivos estratégicos da empresa.

O gerenciamento da mudança—uma mudança duradoura, sustentável—em qualquer empresa pode ser difícil e requerer estratégias criativas moldadas para cada cultura e particularidades da empresa. Aqui estão algumas táticas para gerenciar as mudanças associadas às iniciativas de implantação do BIM:

1. Ultrapassando as divergências

A ação tomada pelos executivos e pelas lideranças do BIM deve ser acompanhada por abordagens ascendentes, como avaliações, instrução e validação da mudança através do monitoramento de metas.

2. Comunicação de alto perfil

Um plano de comunicação de alto perfil demonstra a todos os participantes o compromisso da empresa com o BIM, ajudando a energizar a transformação e ultrapassar as divergências da teorização executiva com a realidade diária.

3. Treinamento e instrução

A adoção da tecnologia BIM requer novos conjuntos de habilidades e novas maneiras de trabalhar. Isso demanda um investimento em treinamento para assegurar que você tenha a pessoa correta no projeto correto.

4. Contratos e considerações legais

As ferramentas de BIM e seus processos associados podem impactar a relação contratual entre os proprietários e seus parceiros fornecedores. A colaboração permitida pelo BIM é uma mudança significativa para processos tradicionais, que deve ser direcionada no início do projeto com seus participantes.

5. Conformidade, auditoria e controle de qualidade

As revisões do projeto permitem que as equipes de liderança em BIM avaliem medidas eficazes, e padrões e processos da tecnologia BIM em um projeto piloto. A liderança BIM pode perceber erros, melhorar os padrões e processos, e replicar as melhores práticas.

6. Maturidade do BIM

A liderança do BIM determinará os principais indicadores para mensurar o progresso da organização na direção dos objetivos e metas definidos na visão. Um conjunto útil de medidas para o BIM pode ser sua maturidade, que mensura a capacidade de uma empresa em executar o BIM internamente e em seus projetos.

Primeiros passos com o seu projeto piloto

Com a base concluída, é hora de escolher um projeto piloto. Os praticantes do BIM escolhem um número de abordagens que inclui concluir um projeto fictício ou participar de uma competição fictícia, refazendo um projeto recente como uma comparação, ou iniciando um novo projeto ao vivo para um cliente. Tudo será validado e irá depender do nível aceitável de risco e mão de obra disponível para empreender seu trabalho atual.

Qualquer piloto deve incluir medição em todos os estágios principais, para entender como o BIM realmente melhorou o processo do projeto e/ou da construção. Os benefícios positivos para cada participante no processo pode também ser documentado para qualquer cálculo do retorno sobre o investimento.

As empresas descobrem que quando concluem mais projetos em BIM, e quanto mais rápido e melhor eles forem concluídos, maior será o retorno obtido. Assim como mudar da fase de planejamento para o CAD 2D, mudar para o BIM pode levarinicialmente a algumas baixas na produtividade enquanto domina o sistema. Para auxiliar com isso, é recomendado que a equipe do projeto piloto inicial não trabalhe em projetos CAD 2D tradicional e projetos BIM simultaneamente, o que poderia ser contraproducente para aprender o novo sistema.

Se um projeto ao vivo é uma opção, o ideal seria selecionar o cliente que aceite a nova tecnologia e tenha um entendimento do que o BIM pode fazer por ele. Os modelos BIM oferecem muitos benefícios para subprodutos e seus segmentos, como o gerenciamento das instalações e um claro entendimento do propósito do projeto original. A resistência às mudanças é um traço comum entre as pessoas, mas nossa necessidade constante é a
lcançar progressos na maneira em que trabalhamos. Mudar para o BIM requer
o suporte positivo do gerenciamento e da equipe principal, ainda mais em grandes empresas – juntamente com a definição das expectativas corretas no início do processo -, formulando um mapa e assegurando o nível apropriado do treinamento para os funcionários. Ao começar devagar e criar confiança, aumentando o núcleo de capacidades e experiências, a transição para o BIM irá acelerar a cada novo projeto.

Para empresas de construção, há uma dificuldade de avaliar projetos para capacidade de construção. Com ferramentas 2D, há uma certa quantidade de suposição, e mesmo algumas pessoas com anos de experiência podem cometer erros quando revisarem desenhos. Com o BIM, você pode representar o projeto realisticamente em 3D e ver como todos os elementos se integram. Mesmo que você não receba um modelo em 3D do arquiteto, você pode edificar um com base no modelo de construção nos desenhos 2D do arquiteto para confirmar o propósito do projeto. Você pode usar este modelo em todo seu projeto, desde determinar a capacidade de construção e verificar quantidades, até a sequência da programação e da construção. Como resultado, você pode ajudar os proprietários a entenderem como a escolha de vários projetos causa impacto nos custos, na programação e na logística.

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Fonte: Autodesk

BIM já é uma preocupação dos fabricantes de materiais de instalações

Docol inova e compartilha biblioteca de produtos no conceito BIM

Arquitetos, decoradores e engenheiros já contam com uma nova ferramenta para acessar e usar a biblioteca de produtos Docol em seus projetos. O DocolBIM é um aplicativo exclusivo e compatível com as três plataformas mais utilizadas na arquitetura, o AutoCAD®, Revit® e SketchUp™.

Além de disponibilizar todo o mix de produtos Docol dentro do conceito BIM, o aplicativo transforma o projeto tradicional em uma simulação virtual, oferece facilidades como sistemas multiplataformas, projetos em 3D e integração com produtos complementares, entre outras. Permite também que os componentes digitais sejam reconhecidos pelo sistema, agregando mais realismo aos ambientes e facilitando adaptações e ajustes ao longo do seu desenvolvimento.

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Para fazer o download gratuito e participar do treinamento on-line da ferramenta, clique aqui

O que é o TigreCAD®?

O TigreCAD® é um aplicativo para o software AutoCAD® e Revit® MEP desenvolvido para a Tigre S/A Tubos e Conexões pela OFCDesk. O TigreCAD® não é meramente um conjunto de Desenhos (Biblioteca) mas sim um software completo, destinado ao desenvolvimento e detalhamento dos projetos de instalações de Esgoto Predial, Água Fria, Água Quente, Drenagem Predial e Eletricidade Predial. Utilizando os mais modernos conceitos de BIM o TigreCAD® também atende plenamente aos usuários da plataforma Revit® MEP.

Através de uma interface gráfica amigável e interativa são disponibilizadas ferramentas especiais para a inserção, edição e quantificação dos produtos Tigre inseridos em projetos do AutoCAD® e Revit® MEP. Todos os produtos são disponibilizados em 3D facilitando a integração com projetos arquitetônicos e possibilitando uma percepção moderna dos projetos de tubulações.

Desenvolvido com tecnologia de ponta para AutoCAD® e Revit® MEP, o TigreCAD® permite que os usuários possam projetar voltando sua atenção para o projeto. As regras e configurações dos produtos Tigre fazem parte das ferramentas de desenho evitando que o usuário cometa erros básicos em encaixe de produtos, posicionamento, diâmetro e compatibilidade. As tubulações e o projeto podem ser validados também segundo as normas NBR dentro do próprio projeto.

Todos os produtos estão disponíveis em páginas específicas contendo suas imagens reais, o que torna mais fácil a sua seleção com um simples clique do mouse. Após o término do desenho, ou a qualquer momento, o usuário pode efetuar a quantificação dos itens utilizados obtendo uma lista completa com a descrição, a quantidade e o código comercial dos mesmos. Esta lista pode ser visualizada na tela ou até exportada como arquivo de texto no formato CSV compatível com diversos aplicativos como o Microsoft Excel®.

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DecaBIM

Buscando atender a crescente demanda dos profissionais por famílias de louças e metais sanitários para projetos com o conceito BIM (Building Information Modeling), a Deca é o primeiro fabricante nacional de louças e metais sanitários a oferecer uma biblioteca desenvolvida para os projetos com esse conceito.

A biblioteca foi desenvolvida inicialmente na plataforma Autodesk Revit® em conjunto com as empresas especialistas quattro D e Corbis Global, contando com a participação de profissionais de escritórios de arquitetura, sistemas prediais e construtores no processo de desenvolvimento dos modelos, de forma a garantir a qualidade e funcionalidade esperada pelo mercado, bem como a utilização plena da biblioteca no dia a dia dos profissionais nas diversas fases de projetos de edifícios. Todo este processo contou com o envolvimento da fabricante do software.

Com a biblioteca DecaBIM, a Deca visa auxiliar os profissionais do mercado a obter maior agilidade, sofisticação e facilidade ao desenvolver seu trabalho, de forma a promover a valorização dos projetos de arquitetura e engenharia, o desenvolvimento tecnológico da construção civil, além de fornecer uma biblioteca com a qualidade esperada pelo mercado e desempenhar seu papel como empresa líder e inovadora.

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A biblioteca será lançada em etapas, com um pacote específico de tipos e/ou linhas de produtos, de forma que os profissionais do mercado possam dar sua opinião sobre o conteúdo desenvolvido. Para baixar a biblioteca Deca clique aqui.

Como as empresas do Reino Unido de pequeno porte devem se preparar para a estratégia de construção BIM em 2016

Clique aqui para ler em inglês

A Estratégia de Construção Governo

A Estratégia de Construção Governo é um documento político lançado pelo Governo do Reino Unido que define a meta de reduzir o custo de projetos de construção do governo de 15 á 20  por cento até ao final da presente legislatura. Uma das principais iniciativas é o uso totalmente colaborativo BIM 3D [Building Information Modeling] em 2016.

Isto significa que, em dois anos, qualquer um envolvido com um projeto de governo no Reino Unido será contratualmente obrigada a usar BIM. Enquanto a política só se refere aos projetos adquiridos publicamente, espera-se iniciativas semelhantes no setor privado. Então, mesmo que você não faça o trabalho governamental, é provável que o BIM colaborativo se torne um pré-requisito para a maioria dos médios e grandes projetos no Reino Unido nos próximos anos.

BIM Colaborativo

Há muitas maneiras de usar o BIM. No seu mais básico, o BIM pode ser usado dentro de uma empresa para produzir documentação de projeto. Isso às vezes é chamado de “Nível 1 BIM” ou “BIM solitário”, pois o modelo é usado apenas internamente e não compartilhada com os parceiros externos. A comunicação com parceiros ainda acontece usando conjuntos de desenhos tradicionais.

O governo do Reino Unido tem demandado uma forma mais sofisticada de BIM chamado “BIM colaborativo”, também conhecido como “Nível 2 BIM” ou “BIM social.” Neste cenário, o modelo é desenvolvido por várias empresas. O arquiteto, engenheiro MEP, e outros consultores, tudo isso cria um modelo. Estes modelos são então compartilhados para que os participantes do projeto possam verificar as inconsistências, como por exemplo uma tubulação do engenheiro MEP  ocupar o local onde teria um pilar projetado pelo engenheiro estrutural. Dados extraídos desses modelos são partilhados de uma maneira semelhante. Ao invés de apenas produzir desenhos tradicionais, o arquiteto pode dar um fabricador dados geométricos para uma máquina CNC ou eles podem gerar uma planilha Cobie de todos os ativos no edifício para o proprietário do edifício.

Poderia este dano pequenas empresas?

Algumas pessoas na indústria estão preocupados que as pequenas empresas possam ser prejudicados pelas exigências BIM 2016 pois as pequenas empresas são muito menos propensos a utilizar BIM. A NBS Relatório Nacional BIM 2014 mostra que BIM é usado por apenas 35 por cento das pequenas empresas com até cinco empregados. As empresas com mais de cinco empregados são quase duas vezes mais propensas a usar BIM, com 61 por cento delas já tendo realizado a adoção.

As diferenças de escala faz sentido historicamente. As grandes empresas que trabalham em grandes projetos tiveram a mais a ganhar com os benefícios BIM oferece em termos de organizar de forma sistemática e compartilhamento de informações de construção. As grandes empresas também têm se beneficiado de ter pessoal de TI dedicado para orientar a transição, bem como os recursos para absorver potenciais interrupções. Em contraste, as pequenas empresas têm menos flexibilidade e menos incentivo financeiro para realizar a mudança.

Estas diferenças de escala estão se tornando menos pronunciado. As pequenas empresas têm mais razões do que nunca para adotar BIM, e muitos já estão correndo para submeter a aprovação antes de 2016. Felizmente, isso é mais fácil do que nunca. O trabalho pioneiro já foi feito por outras empresas. As melhores práticas são estabelecidos, muitos dos empreiteiros e proprietários estão preparados para aceitar BIM, e a tecnologia está madura. É um momento perfeito para as pequenas empresas para fazer a mudança.

Adotando BIM antes de 2016

Um equívoco comum é que a sua empresa possa usar o BIM apenas ao adquirir o software certo. Este é um erro fácil de cometer. Infelizmente, é um erro que deixa inúmeras empresas em apuros.

Muitas das dificuldades associados à adoção de BIM pode ser evitado se a empresa percebe que BIM não é um software, é uma mudança de  gestão de trabalho. Seus funcionários não apenas tem que aprender um novo software, eles têm de aprender uma nova forma de entrega de projetos.

 A mudança pode ser mais fácil para iniciar, mas ainda requer liderança. Para uma adoção bem sucedida, é fundamental que alguém dentro da empresa assume a responsabilidade pela adoção. Assim, a identificação do líder BIM é o primeiro passo. O líder deve ser técnico, de preferência com experiência no fornecimento de projetos BIM. Se essa pessoa não existe dentro da sua organização, considere contratá-los ou empregando uma empresa de consultoria.

Uma vez que o líder do BIM está no lugar, os próximos passos são para começar a fazer a troca. Em uma pequena empresa, é prático para fazer a troca em uníssono. Selecione um projeto que todos possam estar envolvidos com – de preferência um que não é muito difícil ou tempo restrito. A formação do pessoal deve começar o mais próximo do kickoff possível para garantir que não há uma diferença significativa entre a formação ea aplicação do projeto. Uma vez que o primeiro projeto começa, alguém com experiência em BIM deve orientar o projeto para que os erros de modelagem sejam resolvidos de forma proativa antes que se tornem sérios problemas.

Para o primeiro projeto, você provavelmente vai usar BIM apenas internamente para gerar documentos de design. Esta não é uma aplicação particularmente quebra-chão do BIM, mas é um lugar seguro para começar. Como você crescer mais confiante, você estará bem posicionada para começar a trabalhar para os requisitos de colaboração para BIM 2016.

Uma infra-estrutura para adoção

É importante que a sua infra-estrutura é projetada para suportar a carga de trabalho esperada. BIM coloca novas exigências em sua infra-estrutura. Mais obviamente, se você quiser realizar BIM colaborativo, você deve ter a rede para suportar a troca de dados internamente e externamente. Isso envolverá tipicamente ter uma conexão de internet confiável, networking interno robusto, e um servidor interno. Para um pequeno escritório, o servidor não tem que ser especialmente poderosas. No mínimo, recomendamos 16GB de memória, um processador de quatro núcleos Intel® Xeon® de 2,6 GHz, e um par de terabytes de armazenamento. HP vende uma gama de servidores voltados para pequenas e médias empresas. O HP ProLiant ML350e é uma ótima escolha, pois não requer qualquer refrigeração especial ou habitação.Você pode apenas configurá-lo no canto de seu escritório e tê-lo servir os arquivos BIM.

Além disso, é importante ter os computadores de secretária direita. Lugares BIM significativamente mais exigências sobre o seu hardware quando comparado ao tradicional elaboração CAD 2D. Olhe para estações de trabalho que foram certificados para executar o seu software Autodesk. Eles devem incluir SSDs para a abertura rápida de arquivos, pelo menos, 16 GB de RAM, um GPU mid-range, e um processador Intel Xeon rápido.

Com esta infra-estrutura no local, e um par de projetos “BIM solitário” sob seu cinto, até mesmo a sua pequena empresa pode ser preparado para o prazo de 2016.

Fonte: AUGI

BIM é aplicável em obras de infraestrutura?

É fácil ver que a metodologia BIM ( Building Information Model) está ganhando cada vez mais espaço no cenário brasileiro. Mas, o conceito é bem mais amplo do que aparenta. Apesar de ser usado principalmente no segmento da construção civil, também possui outras aplicações, dentre elas, temos  nas obras de infraestrutura, que é o assunto de hoje.

A plataforma BIM é capaz de apresentar, em forma eletrônica, detalhada e em tempo real, todo o ciclo de vida de uma construção, da arquitetura à execução final, envolvendo gerenciamento, processos construtivos, fases de trabalho e suas quantificações, orçamento e custo da obra com alta precisão, além de verificação de práticas de sustentabilidade, como já foi dito anteriormente no post O que é BIM?. Uma prática muito importante para esse tipo de obra é a georreferência, que é o mapeamento detalhado, em formato eletrônico, da área onde o serviço será executado, com referências por GPS.

Com a metodologia, os projetos serão bem detalhados, o que evitará problemas de revisão e aditivos. O gasto será exato com relação ao projeto. Da forma convencional, gasta-se muito tempo com análise de projetos ineficazes e desenvolvimento de anteprojetos.

A adoção do BIM em empreendimentos de infraestrutura tais como estradas rodoviárias e ferroviárias, pontes, instalações de geração e transmissão de energia, e tantos outros de grande complexidade e em que o investimento vem principalmente do poder público ou de parcerias público-privadas, que ainda é bastante tímido. No Brasil, algumas licitações públicas de grandes contratantes exigem o uso do BIM, como a Petrobrás, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cedurp) e o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).Algumas ferramentas conhecidas para esse tipo de projeto são, o Autodesk Infraworks e o Autodesk Civil 3d, dentre outros. Diante disso, percebe-se que é um segmento muito promissor, visto que no cenário econômico atual, se faz necessário controle e transparência, além de redução de custos totais com melhoria na qualidade.

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O BIM crescerá no Brasil nos próximos anos?

De acordo com a Sondagem Indústria da Construção realizada pela CNI- Confederação Nacional da Indústria, as expectativas da indústria da construção no Brasil não são otimistas para o ano 2015 e 2016. Seu economista,  Danilo Garcia,  explicou: “ A situação atual “não é positiva”, e a perspectiva para os próximos três meses é pessimista, além disso a situação financeira das empresas não se encontra favorável, e os empresários têm demonstrado insatisfação com a situação financeira, com a margem de lucro operacional e com o acesso ao crédito. O impacto mais forte está relacionado à desaceleração da economia e à menor confiança dos consumidores”.

Podemos pensar que se a construção não irá crescer, então o BIM tampouco. Mas, acreditamos o contrário. Nos Estados Unidos, no pior momento da história da economia nos últimos 70 anos, entre 2007 até 2012 o crescimento do BIM foi incrível.

De acordo com SmartMarket Report, “The Business Value of BIM in North America: Multi-Year Trend Analysis and User Ratings (2007–2012)” produzido por a McGraw-Hill Construction (http://construction.com/about-us/press/bim-adoption-expands-from-17-percent-in-2007-to-over-70-percent-in-2012.asp ) “a adoção do BIM expande-se de 17% no ano 2007 até 71% no ano 2012, demonstrando um crescimento impressionante, apesar das pressões econômicas recentes”.

A principal razão foi a necessidade de eficiência no processo da construção. A indústria da construção globalmente é uma indústria de baixa produtividade.

Nos Estados Unidos até o ano 2007, o BIM foi adotado principalmente pelos Arquitetos. Nesses anos seguintes, especialmente no ano 2008, as empresas construtoras e os profissionais da indústria da construção precisavam ser muito mais competitivos para manter a rentabilidade. Assim o Building Information Modeling (Modelagem das Informações da Construção) foi um dos principais processos utilizados e assim começou uma adoção agressiva, principalmente pelas construtoras.

Além disso o Governo dos EUA tinha o duplo desafio de estimular a economia procurando não aumentar tanto o déficit (que é o maior do mundo). Uma das principais medidas foi no setor da construção de seus novos prédios públicos: exigir o uso do BIM para compatibilização e entregar um modelo BIM As-Built para ser utilizado na Manutenção Predial. Esta exigência começou em todos os seus departamentos: no GSA (General Services Administration) que é proprietário de todos o prédios administrativos do governo e e o maior proprietário de edificações do mundo , o US Army Corps of Engineers, o Department of Defense, a Navy, etc… Na Engworks tivemos a oportunidade de trabalhar com esses requerimentos, já que muitas empresas que tinham ganho contratos de projetos públicos tinham a exigência BIM no contrato.

Portanto, acredito que aqui no Brasil temos uma grande oportunidade de aumentar a produtividade e assim o lucro no processo construtivo. E aquelas empresas que estiverem na frente na adoção desta tecnologia serão aquelas que não só sobreviverão mas que terão mais chances de crescer, apesar do ambiente econômico de baixo crescimento no país.

Fonte: Engworks

Autor: Axel Krüger

Realidade Aumentada, saiba o que é

Realidade Aumentada é uma técnica utilizada para unir o mundo real com o virtual, através da utilização de um marcador, webcam ou de um smartphone (IOS ou Android), ou seja, é a inserção de objetos virtuais no ambiente físico, mostrada ao usuário em tempo real com o apoio de algum dispositivo tecnológico, usando a interface do ambiente real, adaptada para visualizar e manipular os objetos reais e virtuais. A realidade aumentada funciona de diversas formas, uma delas, a mais usada, funciona através do reconhecimento de um símbolo que chamamos de marcador. O software processa a imagem captada por uma câmera ligada ao computador e identifica o posicionamento do símbolo, em seguida, o software disponibiliza um objeto virtual, que é a realidade aumentada, com base neste posicionamento.

images    Fonte: Coordenar

No caso aplicado a construção civil, consiste em utilizar um dispositivo GPS para sincronizar o local a ser construído com o modelo 3D gerado pela metodologia BIM. Com isso, o usuário terá o “poder” de ir ao local da construção e visualizar o modelo virtual, tal como deveria ser construído. Dessa forma, o proprietário do empreendimento poderá ver como a sua propriedade será a partir de qualquer ponto de vista, dentro ou fora do edifício.O arquiteto será capaz de caminhar em torno ou dentro do modelo do seu projeto. Os operadores de escavadeira poderão ver a área de escavação, e os locais de instalações subterrâneas. O construtor será capaz de olhar “por dentro” de paredes, pisos ou tetos para evitar interferências com as redes de instalações existentes. Além de melhorar a visualização dos clientes, que podem se sentir mais seguros em comprar imóveis, ao ver como realmente irá ficar depois de executado.

O que é BIM?

BIM – Building Information Model, ou ainda, Modelo de Informação e Construção, é um modelo virtual, e esse modelo não é constituído apenas de geometria e texturas para efeito de visualização. Mas, trata-se de uma construção virtual equivalente a uma edificação real, possuindo assim, muitos detalhes no tocante a composição dos materiais de cada elemento, como portas, janelas, etc. Isso permite simular a edificação e entender seu comportamento antes de sua construção real ter sido iniciada. O modelo BIM pode ser utilizado para visualização tridimensional, para auxiliar nas decisões de projeto e comparar as várias alternativas de design e a “vender” seu design para o cliente.
Quanto as alternativas de gerenciamento, já que todos os dados são armazenados dentro de um arquivo “BIM”, cada modificação na modelagem da edificação será automaticamente replicada em cada vista, como plantas, seções e elevações. Isso não só ajuda a documentar o projeto de forma mais rápida, mas também proporciona maior segurança e qualidade com a coordenação automática de todas as vistas. Quanto a simulação da edificação, modelos BIM contém mais do que apenas dados de arquitetura. Informações a respeito das demais disciplinas da engenharia, informações de sustentabilidade, e outras características podem ser facilmente simuladas bem antes da construção real.
Quanto ao gerenciamento de dados, contém informações que não são representadas visivelmente, por exemplo: Informações de cronograma elucidam a quantidade necessária de operários, coordenação dentre outros fatores que podem influenciar na programação do cronograma final. O custo também faz parte do BIM e permite ver e estimar o valor que o projeto possa ter em qualquer etapa durante o projeto. Nem é necessário dizer que os dados do modelo BIM não são somente úteis durante o processo de design e construção do projeto da edificação, mas podem ser utilizados durante todo o ciclo de vida da edificação, ajudando a reduzir o custo operacional e de gerenciamento que é significativamente maior do que o custo total da construção.

ABNT reativa comissão para revisão da norma sobre cargas para cálculo de estruturas

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) reativou recentemente a comissão de estudos CE-02:124.11, com o objetivo de revisar a NBR 6120, em vigor desde 1980, que trata de cargas para cálculo de estruturas de edifícios.O grupo, coordenado pelo diretor da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece), João Alberto Vendramini, pretende atualizar o texto relacionado aos valores das cargas que devem ser consideradas no projeto de estrutura de edificações, qualquer que seja sua classe e seu destino no que concerne ao projeto, execução, especificações, requisitos e terminologia.

De acordo com Vendramini, a consideração de cargas coerentes com os usos e materiais utilizados atualmente nas edificações trará mais segurança a todos, sejam construtoras, usuários ou projetistas. “O objetivo é que a nova ABNT NBR 6120 auxilie a garantir a qualidade das estruturas para os usos previstos em projeto, da forma mais econômica e segura possível”, explica.

Entre as mudanças previstas pela revisão da normativa, está a reavaliação das cargas mínimas para projeto de edificações, contemplando os novos materiais e usos das estruturas; e a verificação de normas estrangeiras, de modo a aproveitar ideias e conceitos já estudados e adaptá-los à realidade brasileira.

Estrutura-de-Concreto-Pre-Moldado

Também terão destaque os estudos relativos às cargas em varandas, às cargas a serem consideradas em garagens e às cargas de utilização durante a obra, de modo a contemplar o trânsito de empilhadeiras e armazenamento de materiais sobre paletes, por exemplo.

A próxima reunião da comissão, que será responsável exclusivamente pela revisão da NBR 6120, está prevista para o dia 2 de dezembro em São Paulo.

Fonte: Kelly Amorim, do Portal PINIweb