O BIM crescerá no Brasil nos próximos anos?

De acordo com a Sondagem Indústria da Construção realizada pela CNI- Confederação Nacional da Indústria, as expectativas da indústria da construção no Brasil não são otimistas para o ano 2015 e 2016. Seu economista,  Danilo Garcia,  explicou: “ A situação atual “não é positiva”, e a perspectiva para os próximos três meses é pessimista, além disso a situação financeira das empresas não se encontra favorável, e os empresários têm demonstrado insatisfação com a situação financeira, com a margem de lucro operacional e com o acesso ao crédito. O impacto mais forte está relacionado à desaceleração da economia e à menor confiança dos consumidores”.

Podemos pensar que se a construção não irá crescer, então o BIM tampouco. Mas, acreditamos o contrário. Nos Estados Unidos, no pior momento da história da economia nos últimos 70 anos, entre 2007 até 2012 o crescimento do BIM foi incrível.

De acordo com SmartMarket Report, “The Business Value of BIM in North America: Multi-Year Trend Analysis and User Ratings (2007–2012)” produzido por a McGraw-Hill Construction (http://construction.com/about-us/press/bim-adoption-expands-from-17-percent-in-2007-to-over-70-percent-in-2012.asp ) “a adoção do BIM expande-se de 17% no ano 2007 até 71% no ano 2012, demonstrando um crescimento impressionante, apesar das pressões econômicas recentes”.

A principal razão foi a necessidade de eficiência no processo da construção. A indústria da construção globalmente é uma indústria de baixa produtividade.

Nos Estados Unidos até o ano 2007, o BIM foi adotado principalmente pelos Arquitetos. Nesses anos seguintes, especialmente no ano 2008, as empresas construtoras e os profissionais da indústria da construção precisavam ser muito mais competitivos para manter a rentabilidade. Assim o Building Information Modeling (Modelagem das Informações da Construção) foi um dos principais processos utilizados e assim começou uma adoção agressiva, principalmente pelas construtoras.

Além disso o Governo dos EUA tinha o duplo desafio de estimular a economia procurando não aumentar tanto o déficit (que é o maior do mundo). Uma das principais medidas foi no setor da construção de seus novos prédios públicos: exigir o uso do BIM para compatibilização e entregar um modelo BIM As-Built para ser utilizado na Manutenção Predial. Esta exigência começou em todos os seus departamentos: no GSA (General Services Administration) que é proprietário de todos o prédios administrativos do governo e e o maior proprietário de edificações do mundo , o US Army Corps of Engineers, o Department of Defense, a Navy, etc… Na Engworks tivemos a oportunidade de trabalhar com esses requerimentos, já que muitas empresas que tinham ganho contratos de projetos públicos tinham a exigência BIM no contrato.

Portanto, acredito que aqui no Brasil temos uma grande oportunidade de aumentar a produtividade e assim o lucro no processo construtivo. E aquelas empresas que estiverem na frente na adoção desta tecnologia serão aquelas que não só sobreviverão mas que terão mais chances de crescer, apesar do ambiente econômico de baixo crescimento no país.

Fonte: Engworks

Autor: Axel Krüger

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